sábado, 21 de maio de 2011

Censo 2011

Gente, eu aqui de novo. Fiquei séculos sem postar nada por uma razão muito especial: minha filha Lia que nasceu em dezembro. Tenho muito pra contar sobre a experiência de ter um bebê nessas terras, e todo o acompanhamento na gravidez. Mas vou fazer em partes porque o tempo anda curto e minha bonequinha ocupa boa parte do meu dia. 
Falando em nascimento, recebemos uma carta do Censo Canadá na semana passada. E dois dias atrás recebemos um código para responder via internet. Pegamos uma versão que considerei curta, pois levamos uns 15 minutos pra responder. Em comparação ao Censo no Brasil, gosto como fazem aqui. Eles mandam você preencher em casa ou pela net. Sei lá, acho que é tudo tão pessoal que pra mim é estranho responder para alguém que você nunca viu na vida. 

Minha cabeça está meio que fervendo no momento. Muita coisa aconteceu desde que postei ano passado. Preciso ir dormir agora, mas vou tentar não abandonar mais o blog. É uma chance que tenho de colocar pra fora o que penso e uma forma de ajudar um pouco a quem está querendo ganhar o mundo. É boa a idéia de compartilhar o pouco que você sabe com os outros. Você acaba aprendendo mais do se possa imaginar...

domingo, 30 de maio de 2010

Enfim em casa, e por tempo intederminado!



Acho que depois de um tempo de reflexão sobre a falta que Paris faria em minha vida daqui pra frente, concluí que sempre terei boas lembranças e histórias legais pra contar sobre aquela cidade que já foi dominada pelos nazis rsrs.
Foi preciso um tempo pra me readaptar à Montreal, aliás ainda estou nessa fase ,pois depois de quase 4 anos fora do Brasil, nunca consegui ficar muito tempo na cidade. Voltar é um pouco como ir morar numa cidade nova, com a diferença que já sei aonde ficam os lugares, como funciona o ritmo de tudo, mas é como um desafio agora. Será que consigo ficar 1 ano sem sair daqui? Eu sei que depois da novidade do baby, pelo menos 9 meses eu sei que vou ficar hehe. 
Montreal, tem alguma coisa que me seduz, que não sei explicar. Como alguém pode se apaixonar por uma cidade que tem uma temperatura média de -20°C no inverno? Logo eu, carioca, louca por praia? Nem eu ainda consegui entender e talvez nunca vai acontecer. 

Depois de passar dois meses no Rio, duas semanas em Paris, minha cabeça deu uma volta, mas aos poucos está voltando ao normal. Foi muita coisa num curto espaço de tempo...É chato você programar coisas e não sair como você esperava, então isso faz a gente se decepcionar e ao mesmo tempo pensar que é porque algo de melhor está pra vir. Voltamos no início de março pro apartamento antigo, com o estresse de sempre, mas tudo acontece mesmo no seu tempo. E bem antes de julho, conseguimos nos mudar de lá, e por pouco não passamos por um incêndio que destruiu o apartamento em baixo do nosso e matou o pobre do cachorro que inalou muita fumaça, tadinho do descabelado. Fico pensando se nós estivéssemos lá na hora, eu poderia ter ficado nervosa demais com a confusão e até perdido o bebê. Saímos de lá uns 3 dias antes, só pode ser coisa divina né. 
Agora estou numa tranqüilidade só, na minha casa, sem ninguém pra me tirar do sério, com minha cachorrinha maluca e Charles, só nos preparando pra quando o bichinho chegar. Deixa só passarem os enjôos, vou virar uma "anja" hehe de tanta paz ao meu redor. 
Tempo de dormir......

"Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado"

quinta-feira, 11 de março de 2010

Fim da era Paris! Amo ou odeio essa cidade?





Então meus poucos seguidores, ou será que sou famosa e não sei? Muito tempo sem escrever aqui. Tudo junto misturado. Falta de paciência, preguiça, aquele aguarde e confie que acabou durando quase 6 meses em Montreal, viagem de 2 meses no Brasil (quem quer saber de net lá?), ah e meu "passeio" de 2 semanas em Paris. Enfim, depois de toda essa "agitação" eis-me aqui novamente tentando não abandonar o blog. Vou reorganizar as fotos e em breve postarei algumas do Brasil. Aliás reorganizar coisas e a vida estão em primeiro plano nesse ano que começou meio tarde pra mim, coisa de brasileiro e ainda mais carioca né. Recomeço dizendo que estou um pouco triste com o fim de uma era. Eu vivia reclamando de Paris, que não era lugar pra minha pessoinha aqui e tal. Mas o tal ditado que diz: "a gente só dá valor aquilo que a gente perde", é bem verdadeiro. Tinha dias na vida que o que eu menos queria era estar lá, por questão de afinidade mesmo como dizem os big brothers rsrs. Paris é linda digo mais uma vez, espetacular à primeira vista. Só que pra mim não dá, pelo menos pra morar. Não me sentia no meu lugar naquela cidade, sempre faltava algo. Mas hoje, que ironia, estou sentindo um pouco falta. Vivi momentos bacanas, descobri vários cantinhos bacanas, me diverti muito com o maridex e o pessoal do trabalho dele. Culturalmente foi como fazer um curso universitário, poder ter a oportunidade de viver a tão famosa vida parisiense. E como pessoas nunca estão satisfeitas com nada, confesso mesmo que estou com saudades e ainda vou sentir muito, mas quem sabe um dia voltarei lá pra passear?
Mas quando se acaba uma era normalmente tem que se começar outra não é mesmo. O que me pergunto é se estou realmente pronta pra esse início. Será mesmo que acabou minha vida cigana ou ainda tem algo reservado pra mim. Resolvi entregar nas mãos do grande lá de cima, o que Ele resolver tá bom, vou me entregar com tudo e mais um pouco.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ah, Paris!

Passada a euforia da residência voltamos à "dura" realidade que era de ter que voltar a viajar. Charles foi "convidado" haha, a trabalhar em Paris, o lugar aonde tem mais turista por metro quadrado que visitei na vida.
Inicialmente foi uma euforia total, uau Paris, França, Torre Eiffel, comida francesa, conhecer a Europa e tal, mas depois de alguns meses, começou a ficar chato, vou explicar.
Não vou ser esnobe e dizer que eu não tinha vontade de conhecer esta cidade especial, todo mundo morre de vontade de ir lá pra lua de mel e afins. Mas Paris é isso, uma cidade turística que foi toda construída pra ser espetacular, não tem quase nada natural, não é Rio de Janeiro. Tá bom, eu confesso que isso só se começa a reparar depois de uns bons meses morando lá.


Ficamos num total entre idas e vindas, um ano e dois meses. Moramos em um quarto de hotel por 9 meses, depois em outro por mais um mês e depois em um apartamento minúsculo nos últimos 3 meses. Foi uma época interessante em nossas vidas, fiquei com dó de ter que sair de lá, apesar de tudo. Se falando em experiência de vida, viver a vida de um parisiense é algo que não tem preço. É um povo que tem uma influência incrível sobre as pessoas, principalmente no que se trata de arte. Eu pude visitar além do Museu do Louvre que é mais famoso e maior do mundo, vários outros que são tão especiais quanto esse. E olha que é humanamente impossível visitar todos os museus de Paris porque tem por volta de 150 entre públicos e privados. Ou seja, tem que viver toda a vida na cidade ou no mínimo uns 10 anos, pra conseguir visitar tudo decentemente.




Paris é uma cidade aonde tem gente pra tudo quanto é lado, chega a dar agonia. O metrô é um dos, senão o maior do mundo com 14 linhas. Você pode encontrar facilmente uma estação, sem ter que andar muito tempo. Fora os trens, e o que chamaríamos talvez de bondinhos (tramway), ainda conta com os ônibus que passam todo o tempo pra todos os lados. O sistema de transporte tem seus defeitos, mas funciona muito bem, só que quando resolvem fazer greve, saí de baixo.
Os parisienses são pessoas estressadas e mal educadas (opinião pessoal). Eu conheci uma meia dúzia que não se incluía nesse contexto. Não sei porque são assim, mas a fama que eles têm de chatos, é realmente verdade. Eu só costumo reclamar das coisas depois de vivenciar, então posso falar deles. Mas é claro que não dá pra generalizar, porque sempre vai ter alguém legal no meio. Talvez no sul da França os franceses sejam mais de bem com a vida.


A comida francesa é algo que confesso, me ajoelho e peço bis. Eles sabem fazer bem o negócio viu. Mas o curioso é que não é absurdamente caro se comer bem em Paris. Claro que tem os restaurantes de chefs super estrelados que nós só passávamos de longe rsrs. Mas dá pra encontrar comida maravilhosa em pequenos e escondidos restaurantes nas ruazinhas esquisitas da cidade. Digamos que dá pra comer bem e fingir ser chique de vez em quando.
Entrei num curso de francês aonde eu tinha que atravessar a cidade pra chegar, porque era o menos caro que encontrei. Foi bom, mas como eu já falava um pouco de francês acabou não sendo produtivo como eu esperava. Era verão e tinha uns 15 asiáticos turistas na minha turma que não entendiam nem 10% do que a professora falava. Era aquele lenga lenga de doer, optei por sair, e acreditem que evoluí muito mais fora de lá e ainda economizei uma grana. A gente tem mesmo é que falar com estranhos na rua e dar a cara pra bater, pra aprender uma outra língua. Missão difícil sim, mas não impossível.

Foi boa essa temporada lá, mas para morar definitivamente acho que eu não teria paciência, não me identifiquei com a cidade pra tanto, mas como nunca sabemos o dia de amanhã, não é algo que se possa excluir definitivamente né.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Ganhando a residência permanente


Quando voltei pro Canadá no fim de janeiro de 2008, fiquei em Montreal por pelo menos 4 meses. Foi um ano importante porque consegui minha documentação de residente. Antes eu tinha que ficar renovando meu visto de turista ou pedindo extensão pra não ficar ilegal no país. E realmente era um saco ter que ficar mexendo com papéis o tempo todo.
A diferença entre ser uma "turista morando aqui" e uma residente permanente é somente um papel. E claro a liberdade de ir e vir quando bem entender, sem ter que pedir permissão.
Fomos Charles e eu pra tal "entrevista" que tinham marcado. Eu morrendo de medo de ter dado algo errado, fui toda nervosa. Chegando lá, tinha mais ou menos umas outras 300 cabeças pra tal entrevista. Uma mulher entrou e falou sobre o passo que demos e o quando o Canadá é maravilhoso, aquele blablabla de sempre. E depois disse que seríamos chamados pelo nome pra conversar com alguém. Fui chamada depois de esperar mais ou menos uns 20 minutos, e como Charles é meu sponsor ele teve que ir junto. O rapaz muito educado, me perguntou se eu tinha cometido algum crime no meu país ou em algum outro lugar do mundo, se as informações que constavam no meu processo era realmente verdadeiras e me fez assinar duas vias da Confirmação de residência, pediu as fotos e soltou: Félicitations et bienvenue au Canada.
Shit!!! Tanto estresse mental pra isso? Tudo bem que o meu processo de imigração é bem mais fácil que o da maioria, mas foi dolorosa a espera como é pra todo mundo e no fim era isso.
Fiquei muito feliz porque à partir desse 20 de março dei uma passo largo e passei a ter todos os direitos de um cidadao canadense exceto o direito de votar.
Resumo da ópera? Vale a pena ser dentro da lei em qualquer lugar do mundo... Continuo não aconselhando a ninguém vir aqui sem visto ou em outro país.