segunda-feira, 7 de julho de 2008

Conhecendo Montreal e Sherbrooke


Continuando minha jornada pelo Canadá, vou ao meu primeiro final de semana em Montreal. O Charles ainda estava trabalhando em Seattle e tirou uma semana de férias pra me receber porque eu não conhecia ninguém, não falava francês e tudo mais. Ele me levou pra conhecer o Parc Jean Drapeau, onde fica a Biosphere, e lá íamos no Museu da Hidrologia encontrar seus amigos Serge e Steph, as primeiras pessoas depois do pessoal que divide apartamento com a gente na cidade. Assistimos uma palestra (que não entendi nada de nada), e vimos uma exposição bem legal que estava lá. Incrível como poderíamos aproveitar melhor a água, aprendi a fazer isso um pouco depois que cheguei, mas infelizmente no Brasil o povo não liga. Depois que saímos de lá, Charles e eu resolvemos dar um pulinho no Casino de Montreal, um dos mais conhecidos do mundo. Conseguimos ganhar 20$ naquelas maquininhas de azar hehe e depois resolvemos ir embora porque esse negócio de jogo à dinheiro não é tanto nossa praia.
No outro dia fomos à Sherbrooke, onde moram os pais de Charles (o lugar da foto do post anterior). Chegando na casa do pai, Germain, fiquei feliz ao encontrar uma cachorrinha linda, a Cotie (falecida a pouco), e dois gatos estranhos. O pai do Charles é uma figura, não fala muito mas arriscou um bom dia em português, foi nossa conversa. Ele mora na mesma casa faz bastante tempo, ele continuou lá depois do divórcio do casal. A casa fica na beira de um lago, que Charles chama de Lago do Charles hehe, lindo lugar apesar de ser meio deserto e longe do centro (pra mim um fim de mundo). A mãe, Nicole, mora no centro de Sherbrooke, fica mais na civilização, mas é cidade pequena e eu detesto hehe. Ficamos como 2 horas lá, conversamos com tradução simultânea do Charles, claro, e voltamos para a casa do pai porque lá é aonde temos um quarto pra quando vamos na cidade. A primeira impressão da família foi boa porque me receberam muito bem e minhas expectativas ruins ficaram pra trás (ufa).
Voltamos finalmente pra Montreal, graças à Deus. O lugar é bacana, mas imagina eu que venho de uma cidade louca como o Rio de Janeiro que sozinha tem três vezes mais habitantes, como me senti em Sherbrooke hehe. Montreal fica na província (entenda-se por estado) de Quebéc, mais ou menos 3 horas da capital do país Ottawa. Lá (falo lá porque estou em Paris agora), é uma cidade bem louca pra ser sincera. Pessoas vivem muito para o trabalho, mas quando chega a hora de ir pra casa sai de baixo, não quem os faça trabalhar no fim de semana a não ser uma proposta irresistível de grana hehe. O metrô tem 4 linhas e a cidade é com um quadrado. Se você começa numa rua no lado oeste, vai continuar a mesma até o lado leste, ou seja, impossível se perder. Tive que me virar pra entender o metrô, porque no Rio só tem 2 linhas e eu já me perdia hehe, mas depois de uma semana ficou tranquilo.
Uma semana depois que cheguei, Charles teve que voltar pra Seattle, e começou minha via crucis. Me vi num apartamento com 4 pessoas totalmente desconhecidas e que eu não conseguia entender. Melanie, amiga da minha cunhada, é até divertida às vezes mas é de lua. Houssam, o namorado dela, vem do Marrocos, arranhava meia dúzia de palavras em espanhol, achando que era a minha língua, era o mais legal da casa. Allen, o enfermeiro ou sei lá o que, ele trabalhava numa ambulância, eu quase nunca via, ele só comia comida de lata ou congelada (eca). Simon, o baixinho que é físico, é louco com reciclagem e mal usa água e sabão pra lavar a louça (eeeeeeeeca). Foi nesse lugar que iniciei a nova etapa da minha vida, pelo menos era perto do metrô e de um ponto turístico dos mais conhecidos, o Estádio Olímpico, que foi construído para a Olimpíada de 1976 e que Charles sempre diz que um dia vai cair (kkkkkkk).
Tô cansada de escrever por hoje. No próximo post conto como foi meu primeiro dia de aula de francês, meus colegas de classe e o que mais eu for me lembrando.
Beijos e até breve!


Me =)

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