sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Seattle, a cidade da chuva

Depois da maratona finalmente cheguei em Seattle, Estados Unidos da América. Confesso que tinha uma visão falsa do que eram os americanos e a América, coisas que professores falavam, mídia ou até mesmo da minha percepção através de filmes e afins. Aprendi desde que saí do Brasil, que a gente só pode dizer que conhece um lugar de verdade à partir do momento em que você realmente vai a tal lugar. É muito fácil dizer que americanos são arrogantes quando você nunca conversou com nenhum, ou que todos são ricos se você nunca viu aonde realmente moram. A idéia que se tem dos Estados Unidos na visão de algumas pessoas é que lá é o melhor lugar do mundo pra se ganhar dinheiro, tanto que muitos entram ilegalmente pra tentar melhorar de vida. Eu sinceramente não aconselho ninguém a ir e ficar sem visto ou entrar pelo México ou sei lá por onde. Eu só fui porque Charles foi transferido pra lá antes mesmo que eu chegasse no Canadá, e foi super difícil conseguir o visto por isso ficamos tanto tempo separados. Tive sorte porque me deram 1 ano de visto de acompanhante, ou seja, eu não podia excer nenhum trabalho remunerado neste país e eu nem tentei buscar algo ilegal porque não tinha necessidade de jogar fora o esforço, e qualquer problema poderia atrapalhar meu processo de imigração canadense.
Falando da cidade, quem nunca ouviu falar de Seattle? A cidade onde nasceu Nirvana, Pearl Jam, Jimmi Hendrix, aonde existe a Boeing (que fabrica aviões), Microsoft de Bill Gates, a primeira cafeteria aberta da Starbucks é de lá também, ufa é uma cidade apaixonante. Cheguei no dia 13 de março de madrugada, e morávamos em Mercer Island, aliás boa parte dos garotos do trabalho de Charles moravam por lá, justamente por ser mais barato que no Centro. Eles dividiam casa e apartamentos pra baratear mesmo, eram poucos os que pagavam um apt. sozinhos. No nosso apartamento tínhamos o Phillipe como vizinho de quarto, porque o Julien havia se mudado pra "Casa dos Garotos" como a gente chamava. E o apt que era imenso, ficou praticamente só pra Charles e eu porque o Phil nunca estava he he. No apt do lado morava o Alain que depois levou a noiva pra lá. Num apt. próximo morava o Jeff com a namorada e na Casa dos Garotos tinha o P.O. , o Nick, Julien, e Steph. Tinha muito mais perdidos por Seattle, todos quebecóis, por volta de 20 mais namoradas e esposas. Toda vez que tinha alguma coisa, seja festa, seja jogo de hockey, sair pra jantar ou ir pra night estavam todos grudados, era divertido. Eu ainda estava começando a aprender francês, falava poucas palavras e entendia menos ainda, mas até que foram todos legais comigo, super pacientes e receptivos.
Comecei a procurar cursos de inglês e quase tive um ataque cardíaco quando vi os preços. Acreditem ou não mas o mais barato que encontrei foi 1000$ por mês, ai ai, doloroso pro bolso. Resolvi procurar mais e encontrei numa universidade (fiquei 2 meses procurando), nesse começariam as aulas em junho e durariam 4 meses, e eu pagaria 2000$ pra tudo, incluindo material. Foi um achado, porque não iria conseguir algo mais em conta, mas alegria de pobre dura pouco...

Um comentário:

  1. olá, te achei na comunidade meu marido é grindo do orkut. vim visitar seu blog. também tenho um. eu moro na frança. até a próxima.

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