quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ah, Paris!

Passada a euforia da residência voltamos à "dura" realidade que era de ter que voltar a viajar. Charles foi "convidado" haha, a trabalhar em Paris, o lugar aonde tem mais turista por metro quadrado que visitei na vida.
Inicialmente foi uma euforia total, uau Paris, França, Torre Eiffel, comida francesa, conhecer a Europa e tal, mas depois de alguns meses, começou a ficar chato, vou explicar.
Não vou ser esnobe e dizer que eu não tinha vontade de conhecer esta cidade especial, todo mundo morre de vontade de ir lá pra lua de mel e afins. Mas Paris é isso, uma cidade turística que foi toda construída pra ser espetacular, não tem quase nada natural, não é Rio de Janeiro. Tá bom, eu confesso que isso só se começa a reparar depois de uns bons meses morando lá.


Ficamos num total entre idas e vindas, um ano e dois meses. Moramos em um quarto de hotel por 9 meses, depois em outro por mais um mês e depois em um apartamento minúsculo nos últimos 3 meses. Foi uma época interessante em nossas vidas, fiquei com dó de ter que sair de lá, apesar de tudo. Se falando em experiência de vida, viver a vida de um parisiense é algo que não tem preço. É um povo que tem uma influência incrível sobre as pessoas, principalmente no que se trata de arte. Eu pude visitar além do Museu do Louvre que é mais famoso e maior do mundo, vários outros que são tão especiais quanto esse. E olha que é humanamente impossível visitar todos os museus de Paris porque tem por volta de 150 entre públicos e privados. Ou seja, tem que viver toda a vida na cidade ou no mínimo uns 10 anos, pra conseguir visitar tudo decentemente.




Paris é uma cidade aonde tem gente pra tudo quanto é lado, chega a dar agonia. O metrô é um dos, senão o maior do mundo com 14 linhas. Você pode encontrar facilmente uma estação, sem ter que andar muito tempo. Fora os trens, e o que chamaríamos talvez de bondinhos (tramway), ainda conta com os ônibus que passam todo o tempo pra todos os lados. O sistema de transporte tem seus defeitos, mas funciona muito bem, só que quando resolvem fazer greve, saí de baixo.
Os parisienses são pessoas estressadas e mal educadas (opinião pessoal). Eu conheci uma meia dúzia que não se incluía nesse contexto. Não sei porque são assim, mas a fama que eles têm de chatos, é realmente verdade. Eu só costumo reclamar das coisas depois de vivenciar, então posso falar deles. Mas é claro que não dá pra generalizar, porque sempre vai ter alguém legal no meio. Talvez no sul da França os franceses sejam mais de bem com a vida.


A comida francesa é algo que confesso, me ajoelho e peço bis. Eles sabem fazer bem o negócio viu. Mas o curioso é que não é absurdamente caro se comer bem em Paris. Claro que tem os restaurantes de chefs super estrelados que nós só passávamos de longe rsrs. Mas dá pra encontrar comida maravilhosa em pequenos e escondidos restaurantes nas ruazinhas esquisitas da cidade. Digamos que dá pra comer bem e fingir ser chique de vez em quando.
Entrei num curso de francês aonde eu tinha que atravessar a cidade pra chegar, porque era o menos caro que encontrei. Foi bom, mas como eu já falava um pouco de francês acabou não sendo produtivo como eu esperava. Era verão e tinha uns 15 asiáticos turistas na minha turma que não entendiam nem 10% do que a professora falava. Era aquele lenga lenga de doer, optei por sair, e acreditem que evoluí muito mais fora de lá e ainda economizei uma grana. A gente tem mesmo é que falar com estranhos na rua e dar a cara pra bater, pra aprender uma outra língua. Missão difícil sim, mas não impossível.

Foi boa essa temporada lá, mas para morar definitivamente acho que eu não teria paciência, não me identifiquei com a cidade pra tanto, mas como nunca sabemos o dia de amanhã, não é algo que se possa excluir definitivamente né.

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